Insulfilm. Carro. Limites máximos permitidos por lei.


insulfilm_carro_pelicula_leiO insulfilm é uma película escurecedora para vidros que, além de gerar um efeito estético agradável, é usada por reduzir a luminosidade de dentro do veículo trazendo maior conforto visual e proteção para a pele.

Além disso, é usado para proteger os estofados e painéis de desgastes, pois ajuda na retenção dos cacos de vidro em alguma situação de quebra ou trinca e também por auxiliar na proteção, tendo em vista que dificulta a visualização dos objetos no interior do veículo.


Registro de Imóvel – Pela lei brasileira só é dono de Imóvel quem registra a compra (registro de escritura) no Cartório de Registro de Imóvel.


insulfilm_carro_vidro_peliculaQuanto ao grau de transparência: os tipos mais conhecidos são os G5, G20, G35, G50 e G70.

As variações de cor, transparência e espessura dos insulfilm também podem impactar na visibilidade e efeito da película, podendo inclusive ser a causa de algum acidente


Características das películas:

1) Básico: Da linha mais popular e qualidade simples, esta película conta com transparências entre 5% e 35%.

2) Avançado: Com proteção contra raios solares, garante maior conforto térmico que a película básica, além de ter índices de transparência um pouco maiores, variando entre 5% e 50%.

3) Segurança: Com filme mais blindado, ajuda na retenção de cacos de vidro no caso de quebra. Apesar disso, esta película se assemelha muito à básica e possui os mesmos percentuais de transparência.


Legislação

De acordo com a legislação brasileira, as películas escurecidas devem seguir limitações diferentes para cada tipo de vidro. O desrespeito desta lei é passível de multa, conforme o texto oficial do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), Resolução 254/2007.

Os veículos que tiverem película escurecida precisam exibir a marcação da chancela do índice de transparência em local de fácil visualização, assim como a marca do fabricante do vidro e o símbolo de conformidade com a legislação brasileira (definido pelo Inmetro). Vale ressaltar que as películas reflexivas são proibidas.

Resoluções do Denatran

Resolução 254 – Estabelece requisitos para os vidros de segurança e  critérios para aplicação de inscrições, pictogramas e películas nas áreas envidraçadas dos veículos automotores, de acordo com o inciso III, do artigo 111 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB.

Resolução 253 – Dispõe sobre o uso de medidores de transmitância luminosa.


Vidro Dianteiro – Para-Brisa

O vidro dianteiro não pode ser escurecido além de 25%. Os especialistas indicam que com esta porcentagem já é possível proteger motoristas dos raios de sol capazes de ofuscar a visão e aumentar as chances de acidentes no trânsito.

Porém, há condutores que reclamam desta limitação ao considerar que ainda sentem danos solares à visão.

Na verdade o para-brisa já sai de fábrica com sua transparência máxima ou se preferir já escurecido o máximo que a legislação permite, ou seja, 25%. Logo, não é permitido colocar película no para-brisa.

Este limite é importante à segurança ao considerar que desta forma os policiais podem visualizar a parte interna dos carros e solicitar paradas em caso de suspeitas de assaltos ou sequestros.


Janela do Motorista e Passageiro lateral

Nesta área o grau de transparência deve ser de 70%, ou seja, só pode escurecer 30%.

Há quem se queixe que esta limitação ainda é arriscada aos condutores ao considerar as dificuldades de enxergar os acontecimentos no retrovisor, embora críticos rebatam estas alegações dizendo que o retrovisor central traz boa visão da parte traseira por causa do limite baixo aos vidros de trás à película.

Fato é que atrapalha a visibilidade mesmo, em especial a noite. Para as pessoas que já passaram dos 40 anos fica pior ainda.


Janelas dos Passageiros dos bancos de trás e Vidro Traseiro.

Nos vidros traseiros o limite máximo de insulfilm é 28% de transparência, ou seja é possível escurecer 72%.

Sem dúvidas a medida mais difícil de ser identificada por policiais, afinal, aos olhos nus, como as autoridades podem saber se há 27% ou 25% de transparência?


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Trinca no pára-brisas é considerada infração de trânsito


RESOLUÇÃO N° 216 DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006

Fixa exigências sobre condições de segurança e visibilidade dos condutores em pára-brisas em veículos automotores, para fins de circulação nas vias públicas.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN, usando a competência que lhe confere o inciso I do Artigo 12 da Lei 9503 de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro – CTB e conforme o Decreto N° 4.711, de 29 de maio de 2003, que trata da Coordenação do Sistema Nacional de Trânsito, e Considerando que a regulamentação da matéria contribuirá para a unificação de entendimento no âmbito dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito – SNT, para fins de inspeção e fiscalização;
Considerando que os requisitos estabelecidos nas Normas Brasileiras da ABNT objetivam fixar condições de segurança e requisitos mínimos para vidros de segurança instalados em veículos automotores, reduzir os riscos de lesões aos seus ocupantes e assegurar visibilidade condutores de veículos, resolve:

Art. 1°. Fixar requisitos técnicos e estabelecer exigências sobre as condições de segurança dos pára-brisas de veículos automotores e de visibilidade do condutor para fins de circulação nas vias públicas.

Art. 2º Para efeito desta Resolução, as trincas e fraturas de configuração circular são consideradas dano ao pára-brisa.

Art. 3º Na área crítica de visão do condutor e em uma faixa periférica de 2,5 centímetros de largura das bordas externas do pára-brisa não devem existir trincas e fraturas de configuração circular, e não podem ser recuperadas.

Art. 4° Nos pára-brisas dos ônibus, microônibus e caminhões, a área crítica de visão do condutor conforme figura ilustrativa do anexo desta resolução é aquela situada a esquerda do veículo determinada por um retângulo de 50 centímetros de altura por 40 centímetros de largura, cujo eixo de simetria vertical é demarcado pela projeção da linha de centro do volante de direção, paralela à linha de centro do veículo, cuja base coincide com a linha tangente do ponto mais alto do volante.
Parágrafo único. Nos pára-brisas dos veículos de que trata o caput deste artigo, são permitidos no máximo três danos, exceto nas regiões definidas no art. 3º, respeitados os seguintes limites:
I – Trinca não superior a 20 centímetros de comprimento;
II – Fratura de configuração circular não superior a 4 centímetros de diâmetro.

Art. 5°. Nos demais veículos automotores, a área crítica de visão do condutor é a metade esquerda da região de varredura das palhetas do limpador de pára-brisa.
Parágrafo único. Nos pára-brisas dos veículos de que trata o caput deste artigo, são permitidos no máximo dois danos, exceto nas regiões definidas no art. 3º, respeitando os seguintes limites:
I – Trinca não superior a 10 centímetros de comprimento;
II – Fratura de configuração circular não superior a 4 centímetros de diâmetro.

Art. 6º. O descumprimento do disposto nesta Resolução sujeita o infrator às sanções previstas no artigo 230, inciso XVIII c/c o artigo 270, § 2º, do Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 7°. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário

Código de Trânsito Brasileiro

Site DENATRAN

Acesse as resoluções do CONTRAN: http://www.denatran.gov.br/resolucoes.htm


Veja Também diversos assuntos de suma importância:

http://www.mestresdotransito.com.br/p/resolucoes-contran-por-assunto.html

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reciclagem-do-lixoApenas uma pequena parte do lixo não dá para ser reaproveitado.

A Prefeitura da Cidade de São Paulo não precisaria gastar mais de R$ 900 milhões por ano com o lixo, como faz hoje. Bastaria deixar de mandar essa matéria para aterros sanitários, que ficam longe, e criar usinas centrais de reciclagem em bairros da cidade. “Todo dia um Estádio do Pacaembu de lixo é movimentado em uma grande operação de transporte“, diz Sabetai Calderoni, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, pós graduado em universidades do Exterior e autor de um livro sobre destinação do lixo.

Suas conclusões: grande parte dos R$ 900 milhões é gasto justamente no transporte do lixo, e para pagar os donos dos aterros sanitários. Se a Prefeitura criasse as usinas de reciclagem, não precisaria enterrar tanto lixo, e tão longe.

Do total do lixo produzido por São Paulo, 60% é orgânico: restos de comida, principalmente. No processo de compostagem, em uma usina, montinhos de lixo orgânico são colocados em um pátio com uma leve inclinação. Com isso, a água que contém escorre para uma canaleta. Tratada, pode ser reaproveitada. A água representa metade do lixo orgânico, ou 1/3 de todo o volume de lixo.

Em 60 dias, sob a ação de bactérias, o material orgânico restante (sem água e gás, que sai naturalmente) vira fertilizante. Tem valor econômico, e não precisa ser enterrado em aterro sanitário.

Outros 30% do lixo são a “fração seca”, vinda das casas.  Os principais materiais são papel, papelão, vidro, lata de alumínio e lata de aço. Bem separados, podem ser reaproveitados pela indústria. “Também não precisam ser enterrados”, diz Calderoni.

Os 10% restantes são lixo de banheiro (fralda descartável e papel higiênico), remédios vencidos, pilhas, baterias, couro (sapato) borracha, móveis, inseticida, pequenos animais morto. Estes sim iriam para os aterros, ou seriam incinerados, embora também pudessem gerar gás, e portanto energia.

“Nas usinas de reciclagem, o que entra de manhã sai de noite”, diz Calderoni. “Nos aterros, o processo dura 7.300 dias, ou seja, vinte anos a mais. E são áreas milhares de vezes maiores do que as centrais de reciclagem.”

Calderone preconiza que se divida a cidade de São Paulo em oito áreas, situadas perto do lixo gerado. “Oito centrais pequenas ou médias de reciclagem.” Ele pondera que, quando um aterro sanitário chega ao limite, o lixo vai para outro ainda mais longe. “As centrais de reciclagem nunca acabam.”

Elas poderiam ser construídas, diz, em parceria público privada. Ou por empresas, que cobrariam da Prefeitura por tonelada de lixo. “A tonelada seria muito mais barata e não seria preciso transportar o lixo para longe.”

Fonte: Valdir Sanches – 21/9/2009 – 22h45 – Site da Associação Comercial de São Paulo

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