Postos de Combustível e serviços e lava-rápidos de São Paulo devem tratar e reutilizar a água da lavagem de veículos. Lei Municipal nº 16.160 de Abril de 1015.


Postos-Combustivel-servicos-lava-rapidos-lei-sao-paulo-reuso-aguaLEI nº 16.160, DE 13 DE ABRIL DE 2015

(PROJETO DE LEI Nº 323/10, DO VEREADOR Paulista DALTON SILVANO – PV)

FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 10 de março de 2015, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Os postos de serviços e abastecimento de veículos e lava-rápidos, no Município de São Paulo, farão o reúso da água utilizada na lavagem de veículos, após passar pelo processo de tratamento adequado.

Art. 2º Para o cumprimento do art. 1º desta lei, os postos de gasolina e lava-rápidos deverão instalar sistemas e equipamentos exclusivos para captação, tratamento e armazenamento da água, visando ao seu reúso em atividades que admitam o uso de água de qualidade não potável.

Art. 3º No processo de captação, tratamento, armazenamento e reúso da água deverá ser observada a legislação que rege a matéria, notadamente as resoluções do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente e eventuais normas emanadas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Art. 4º Os resíduos resultantes do processo de tratamento da água utilizada na lavagem de veículos deverão ter destinação ambientalmente adequada, de acordo com a legislação específica em vigor.

Art. 5º Os postos de gasolina e lava-rápidos terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a partir da publicação desta lei, para se adaptarem às suas disposições.

Art. 6º Em caso de não cumprimento desta lei, os estabelecimentos comerciais deverão ser notificados para instalação dos equipamentos necessários no prazo máximo de 60 (sessenta) dias.

Art. 7º A inobservância do disposto nesta lei implicará ao infrator a imposição de multa no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), dobrada em caso de reincidência, devendo este valor ser reajustado anualmente pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, acumulada no exercício anterior, sendo que, no caso de extinção desse índice, será adotado outro criado por legislação federal e que reflita a perda do poder aquisitivo da moeda.

Art. 8º Na reincidência continuada do descumprimento desta lei, os alvarás de funcionamento dos estabelecimentos faltosos serão cassados.

Art. 9º O Executivo regulamentará esta lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados a partir de sua publicação.

Art. 10. As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 11. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.


Gravação de conversa é válida como prova em Processo Judicial desde que seja realizada por quem participou dela (conversa).


Nosso Comentário: Essa medida já deveria ter sido tomada há muito tempo, em especial na fase de bonança que vivemos antes dessa crise / recessão, pois seria mais viável e mais fácil fazer as devidas adequações e implantações dos sistemas de tratamento e reúso.

No entanto, antes tarde do que nunca…a lei 16.160/2015 da Cidade de São Paulo veio como forma de combate à escassez de água que vivemos há mais de 1 ano.

É bem vinda, e em um momento de conscientização coletiva da necessidade de economizar e racionalizar a utilização desse recurso; ponto positivo.

A lei obriga os estabelecimentos (postos e erviços e lava rápidos) desde 13/10/2015 a ter o sistema de tratamento e reutilização. Perguntem nos postos se houve essa adequação? Claro que não. A lei não foi regulamentada (através de decreto) dizendo como e quais normas devem ser respeitadas. Um sistema desse porte requer equipamentos especializados e homologados pelo CONAMA e demais órgãos ambientais.

Enfim, ainda falta muito para se tornar realidade, mas já demos um passo importante.


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