Exame da Ordem dos Advogados do Brasil 2010 – A prova ficará mais difícil e reprevoção aumentará. Não haverá aproximação de nota.


ordemPor enquanto, no ano de 2009, o Exame possui duas fases. Na primeira, é realizada uma prova objetiva com 100 questões. Na segunda, é realizada um prova prática podendo ser consultada doutrina, jurisprudência e legislação. Para obter aprovação, o candidato deve atingir o mínimo de 50% das provas.

A partir de 2010, serão inclusas algumas disciplinas tais como Direito Eleitoral, Direito previdenciário, Direito Ambiental. São matérias essenciais para a prática do direito e que representam a base do conhecimento para o exercício da advocacia.
A primeira fase do Exame terá um total de 80 questões na qual o candidato deverá ter 50% de aprovação. Diferente da segunda fase que agora necessita de no mínimo 60% de êxito. O candidato só poderá fazer consulta a legislação.

Outra mudança é em relação à nota final. Não será mais aproximada como nos Exames anteriores. A partir de 2011 fração da nota deverá ser expressa…se o candidato obtém 6, 778, esta nota não será mais aproximada para 6,78.

A idéia é reformular o modelo utilizado na primeira prova e exigir mais raciocínio do aluno através de questões mais interpretativas.”
Ainda não foi publicada nenhuma alteração no provimento 109/2005, tampouco tive notícias do resultado da reunião ocorrida na última terça-feria entre os Conselheiros Federais, mas aparentemente há um consenso sobre a natureza das mudanças no Exame de Ordem, senão o site da OAB/PI não publicaria essa notícia.


MUDANÇAS

1 – Redução de 100 questões da 1ª fase para 80, com a manutenção do percentual necessário para a aprovação: 50%, ou 40 questões
Por um lado, ganha-se mais tempo para resolver a prova, mas não faz dela mais fácil. Em tese, com o aumento do número de matérias e a redução do número de questões, o candidato teria de estudar mais, pois a probabilidade de cair algum tópico que não tenha estudado aumenta.

2 – A 2ª fase continuará exigindo 60% de acertos para propiciar a aprovação, só que os bacharéis não poderão mais consultar a doutrina, mas somente a lei seca;
Se o grau de dificuldade da atual 2ª fase for mantido, apenas suprimindo a doutrina, certamente que o índice de reprovação aumentará significamente.
Imagino que as provas da 2ª fase serão adaptadas para essa mudança, mas desde já fica a preocupação: Se a prova é subjetiva e não haverá consulta à doutrina, a perspectiva é que os índices de reprovação aumentem. O candidato terá de estudar MUITO a sua área de concentração, em especial o direito processual, para fazer a prova prática com segurança, e isso demandará mais tempo de estudo do que usualmente é utilizado hoje.

3 – As notas na 2ª fase não serão mais arredondas;
Sem arredondamento o candidato que pontua na faixa entre 5,50 e 5,90 em sua prova subjetiva irá reprovar. E muitos candidatos ficam nessa zona limítrofe.

4 – Inclusão de mais disciplinas, tais como Direito Eleitoral, Direito previdenciário e Direito Ambiental. A notícia aparentemente elencou apenas algumas disciplinas que entrarão no exame, e não todas;
A simples inclusão de mais disciplinas é ruim em si mesma. Some isso com a redução do número de questões, e teremos um grande universo a ser estudado. A dúvida reside no número de questões que será cobrada em cada disciplina. Direito do trabalho, civil e penal terão uma redução drástica no número de questões. Talvez Ética também, para não se transformar em matéria mais importante do Exame.

5 – Modificação nas questões da 1ª fase, com o fim dos enunciados que meramente repetem a lei seca para questões mais interpretativas.
Isso era uma reivindicação de muitos, mas sempre achei que também seria um tiro no pé. Se hoje a prova é um grande “decorebão” da legislação, cheia de pegadinhas, uma futura prova que exija mais do raciocínio, da interpretação e da lógica pode se apresentar como muito mais difícil, se bem que mais justa. Depende muito do modelo que for adotado e agora só é possível especular sobre o impacto dessa mudança.

Parece que o Exame de Ordem será uma prova mais difícil e o índice de reprovação aumentará, o que era uma tendência já facilmente verificável.
A pior mudança foi a supressão da doutrina na 2ª fase. Isso dificultará muito, mas muito mesmo, a vida dos bacharéis, principalmente se a prova mantiver seu atual padrão. E isso é bem provável. A banca apresentará um problema prático e exigirá uma resposta jurídica aplicável ao caso apresentado. Sem a doutrina, muita gente ficará pelo caminho.

Publicado no Site : Blog Exame de Ordem

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19 pensamentos sobre “Exame da Ordem dos Advogados do Brasil 2010 – A prova ficará mais difícil e reprevoção aumentará. Não haverá aproximação de nota.

  1. Bom dia,
    O “concurso”, da OAB é “importante”! Para quem não vem ao acaso.
    Porem como é feito é cruel demais, ai vão dizer não se dedicou na faculdade,
    ou não tem competência, será que os que estão atualmente no mercado tem esta “competência”, ou alguns nem mesmo o fizeram.
    O controle é de competência do órgão federal, então por ele não o fazer adequadamente,
    cabe a OAB fazer?
    Quem faz e reprova por 0,2 é menos inteligente do que passou com 6,0?
    Quem tem o diploma que não serve para nada, por que a ordem não intervém junto as faculdades, universidades etc, para que ensinem as matéria cobradas pela OAB e do modo que cobram!
    A OAB, assumiu o papel de carrasco, limitador, a prova é simplesmente sem parâmetros, nem mesmo os doutores e doutores realmente sabem dizer as resposta antes do gabarito!
    Os alunos, bacharéis estão abandonados e pior alguns tem que pagar os financiamentos,
    do governo, onde estão os representantes do povo, eu lhes digo, estão preocupados com as salários, de não ficarem mau com a OAB, e por ai vai.
    Pode ser verificado que não se encontra nem mesmo noticias a respeito do exame, por que será?
    Cadê a imprensa!
    Pelo menos para contar o que todos já sabem.
    Cadê os artigos do Sr Dr. Fernando Machado da Silva Lima do PA, por que ninguém mais pública.
    Aqui fica meu desabafo, se uma pessoa ler e pelo menos refletir, fico satisfeito.
    Obrigado
    Eduardo.
    EVL007@hotmail.com

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  2. Existem muitos advogados que passaram na ordem e como mencionado não sabem fazer o pingo no iiii, não acho certo dificultar a prova cada vez mais, achando que assim teremos bons profissionais, o advogado tem que estar em constante pesquisa e atulização, para isso deve estar sempre estudando, não quer dizer que se não passar na prova não pode ser um bom advogado

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  3. Tem que ser mais difícil mesmo.
    Quem deseja ser advogado deve saber ao mínimo a Língua Portuguesa.
    Já presenciei advogados que repetiam termos difíceis mas não sabiam concordância verbal ou ortografia sequer.
    Quem acha que a prova deve ser mais fácil são os incompetentes, afinal pagaram caro pelo curso acreditando que o curso os formaria advogados. Mas no fim não foi o curso que foi caro e sim o financiamento do diploma.
    Como diz um amigo: “é difícil passar numa prova quando não se sabe nem fazer pingo no i”.

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  4. fiz a faculdade de direito em marilia, UNMAR, logo em seguida precisei me mudar p/ Jacarezinho,PR, onde arrumei emprego em uma empresa, e prestei o Exame da Ordem o qual fui aprovado, qdo foi p/ transferir p/ Marilia, fui BARRADO, mesmo tendo todos os comprovantes q. la trabalhei, o meu processo está em Brasilia ha mts anos, e minha Ordem está suspensa até o julgamento, mas acho estranho td isso, pq conheço 1 pessoa de marilia q tbem trabalhou no PR e conseguiu a transferencia p/ ca, atraves de 1 famoso advogado aqui da cidade, entao pergunto> PQ 2 PESOS E 2 MEDIDAS para o mesmo caso, alguem pode me responder, desde ja agradeço.

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  5. O certo é nadar a favor da correnteza.
    A OAB alega que os cursos aprovaram pessoas não aptas quando o indice de reprovação é este exagero.
    Sempre ouvi que quando uma pessoa é reprovada o erro é dela, porem quando a maioria das pessoas são reprovadas o erro é do sistema.
    Cabe, em minha opinião uma ação de perdas e danos contra estas universidades que cobraram caro pelos cursos, exigiram dos alunos talvez o que não fosse certo, e tiraram cinco anos e em outros casos ate mais de vida, enganando estes alunos, como se fossem capazes de dar a educação correta e agora, depois de estes alunos terem se preparado, aprovado, perante a estas faculdades inexcrupulosas, percebem que foram enganados. Não foram preparados como haviam imaginado. O erro é de quem????
    Vamos entrar com uma campanha forte contra estas faculdades que enganaram seus alunos dizendo que eles estavam aptos para a profissão.
    Cabe perdas e danos!!!!
    Vamos F…. com estas faculdades que mentiram e formaram sei la o que! Pois advogados não foram, não passam na OAB!

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    • aqui, amaioria das pessoas sao reprovadas,e nao e do sistema e sim da OAB,cada vez mais dificulta para que os formandos passem,as faculdades nao tem culpa nem os alunos ,pois nimguem consegue ter esses anos todos em mente nao ser consultar seus livros do tempo de faculdade,eu pergunto esses advogados com 20 anos de atuaçao sera que nao consultam os livros ,nem eles sabem tudo ,deveria passar por essa prova acada 5ou 10 anos como fazem com a carteira de motorista,eu acho que sao os professores que nao estao aptos,eles entram na sala de aula e diz peguem o livro tal pagina tal e sai da sala e os alunos que se virem,e bem assim ,por isso nao da pra entender o porque dessa prova,os medicos ja saem operando as pessoas logo logo enao te essade prova para testar conhecimento algum.E tem mais e so enriquecer a OAB.

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  6. Já passei na ordem depois da quinta vez. Agora quero que a prova fique mais difícil ainda ah ah ahahahahahahhhhhhhhhh, pois estou com medo da concorrência e os antigões que não se atualizarem em filosofia, ambiental e sociologia vão se ferrrar. Meus clientes tem litígio em filosofia, ainda bem que não caíu ainda na ordem LOUCURA.
    Que absurdo exame da ordem, examinem o caixa da ordem , a clientela dos advogados antigos com os novos. ESTÃO COM MEDO É DA CONCORRÊNCIA COITADOS………………… ME AGUARDE!

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  7. Algumas mudanças trazem beneficios, mas estas apenas colocam o alunos que condicionaram suas mentes, preparando-se para o exame de um modo diferente por 5 anos, a estarem despreparados totalmente. O nivel de reprovaçao será muito superior ao que está sendo. De repente se adicionam matérias que muita faculdades não tem em suas grades e tiram do aluno a consulta a doutrina, que antes colaborava muito. Concordo que essas matérias acrescentadas hoje representam muito dentro da sociedade e todo aluno, no mínimo, deveria estar preparado, mas não estão. Penso que deveria haver consulta geral para ver ser todas faculdades ou grande parte delas tem essas materias no curriculo. Porque desconheço essa obrigatoriedade pelo MEC, ou OAB. Muitas delas são disciplinas optativas. E discordo o fato de não consultar a doutrina. O advogado futuro a consultará, e devemos saber, no exame, se o seu nivel de raciocinio é válido futuramente, deixando-os consultarem, não apenas a lei seca. Acrescentaram de um lado e tiraram de outro. Inacreditável.
    Att,
    Li

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    • Concordo, lili, pois tambem sou lili, que haja a necessidade de se fazer a prova, entyretanto, não com tanta rigidez, isto denota que a OAB e seus adpetos não querem concorrencia, pois o dinheiro que se cobra por cada ação é bom e rentavel. Tenho duas opiniões dormada contra essa estupida prova: a primeira,é contra as faculdades e seus professores que tambem têm medos dos alunos tomarem seus lugares, pude presenciar isto, quando um professor de Direito penal disse:” Esta faculdade tem cada aluno!!!!!!!!!” Temos que tomar cuidado”. O segundo é contra os donos de faculdades que não estão preocupados com o nivel de ensino e contratam ´professores mediocres que não estão preocupados em ensinar, tambem por medo da concorrrencia. No caso das faculdades como a que me formei FRM nós alunos devianos entrar com uma ação sim de indenização moral e material pela papel enganoso que tambem muitos alunos têm culpa. Essa prova tão rigida é inconstitucional porque só comtempla o pessoal de Direito tem que comtemplar todas as carreiras, assim eu queria ver senão acabava com tanta perseguição e absurdo.

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  8. Não entendo por que essa perseguição louca em cima dos bacharéis em Direito se essa prova não mede conhecimento nenhum e não ajuda em nada na vida prática do advogado.
    É para selecionar? isso quem vai dizer é o mercado de trabalho. Quantos juizes de direito e advogados famosos com provas da Ordem e Títulos que envergonham a nossa nação?
    Não entendo, mas se fosse bacharel em direito não me importava muito com essa prova não.

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    • Olá Maria, como vai? Agradecemos a visita e sua opinião a respeito do tema. Acreditamos que de alguma forma essa avaliação (Exame da Ordem dos Advogados) realiza um filtro. Existe o teste; a prova escrita e quem sabe um dia haverá uma avaliação oral.

      Assim como o médico que não pode errar pois tem a vida de um ser humano nas mãos, o advogado na grande maioria das vezes não pode errar.

      Se a sociedade for esperar que o mercado filtre os bons e maus médicos, teríamos muito mais mortes do que já temos.

      O mesmo com os advogados. Teríamos uma infinidade de pessoas perdendo suas casas, seus planos de saúde, seus filhos, etc.

      Além disso o profissional que não preza pela excelência de seus serviços acaba por denegrir a imagem da categoria.

      Sem o exame a situação será pior. Esse exame deve ser revisto e reavaliado com uma consequente adequação ao mercado e aos anseios sociais, mas retirá-lo, na atual conjuntura, cremos que só agravará o problema.

      Não há como não se preocupar com essa prova pois quem não passa não pode trabalhar como advogado, ou seja, não é advogado e está fora do mercado.

      Grande abraço.

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      • Gostaria de saber se há ação efetiva de fiscalização nas universidades e faculdades de direito neste país.

        A atuação do MEC deve ser de forma efetiva e eficaz em sua fiscalização, fechando universidades em desacordo e notificando com exigências outras para se adequarem; bem como baixando resoluções, portarias para que a prova seja de acordo com a grade curricular.

        O que vem ocorrendo é o bacharel de direito, ao longo dos anos, cada vez mais prejudicado com este exame sob a justificativa de que é para melhorar a qualidade do profissional advogado, para se filtrar, e etc.

        Quanto não poder consultar a doutrina e a jurisprudência acho hipocrisia. Qual é o advogado que em suas petições não as consulta???

        O que a OAB faz de efetivo para ajudar este bacharel em sua aprovação???? Muito pouco!!!!

        Deve-se pensar sobre isso e não exigir cada vez mais do aluno de forma tão inconsequente.

        Este exame virou um “concurso público”.

        Lurdes de castro

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        • Olá Lurdes, como está? Agradecemos seu comentárioe a visita ao blog. Sinta-se sempre à vontade…

          Em tudo deve haver equilíbrio. Deve-se exigir sim, mas também disponibilizar condições para o cumprimento da exigência. Exigir por exigir não é o caminho.

          Acho que o exame de ordem sempre foi visto como um concurso. Ele sempre será o terror dos bacharéis. Foi o nosso e será das gerações futuras. Essa visão está intimamente vinculada à expectativa do bacharel, ao querer passar, o que é muito salutar, mas acaba trazendo ansiedade e um certo sofrimento.

          Até onde sabemos o MEC proibiu a abertura de cursos de direito e medicina e também “fechou” uns poucos nas duas áreas.

          O Mercado é cruel e os salários dos professores estão cada vez mais achatados. A profissão de ensinar ou contribuir / facilitar o aprendizado (uma visão mais atual) acabou se transformando em um bico. Os alunos frequentemente perguntam: “O senhor trabalha professor?”. Como se lecionar não fosse trabalho. Faltam profissionais educadores, em todas as áreas. Esse profissional além de atuar em sua área (direito, medicina, engenharia, computação, pedagogia, Psicologia etc) deve ter uma segunda formação EDUCADOR, e deve ser PROFISSIONAL nessa área também. Isso nos falta.

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  9. Esta mudança seria totalmente incoerente com os bacharéis em direito.

    Não deve haver alteração alguma, a não ser que seja para beneficiar.

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